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Criado em 15/05/2018

Rayssa Tomaz

Cargo Pretendido:
Deputada Federal - DF

Filiação Partidária:
PV

Dias restantes

-290

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Objetivo
R$ 188,00
Arrecadado

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Por que quer ser candidato?

Acredito que o único caminho para a democracia é o da participação ativa. Precisamos nos aproximar da política de bem, da atuação séria e compromissada, de projetos capazes de transformar realidades.

Renovação - O cenário político brasileiro é de descrença na democracia representativa. A renovação política é uma bandeira e sua agenda se apresenta com urgência quando dados e pesquisas nos mostram que grande maioria da população pretende não reeleger nenhum dos nomes que já estão postos no cenário.

Outro importante aspecto é a participação eleitoral dos jovens que, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, representa cerca de 17% do eleitorado brasileiro no último pleito. A juventude também não está representada nas casas legislativas.

Mais mulheres no poder - De acordo com dados da organização internacional União Interpalamentar, que produziu em parceria com a ONU Mulheres um ranking de países com participação feminina no parlamento, o Brasil ainda ocupa o 154º lugar entre 193 países, com apenas 55 cadeiras ocupadas por mulheres das 513 da Câmara e 12 das 81, do Senado. Não é de se espantar que tenhamos importantes temas sendo votados em dissonância com o que esperamos de avanços.

Fazendo um recorte estratégico, temos no Distrito Federal o seguinte cenário; nenhuma governadora eleita, com exceção da atuação da vice-governadora Maria Abadia que ocupou o governo na vacância de Joaquim Roriz; nenhuma senadora eleita desde 1989; seis deputadas federais – considerando oito cadeiras a cada legislatura. Em 2014, 351 mulheres disputaram eleições, uma foi eleita para a Câmara Federal e cinco para a Câmara Legislativa.
A viabilização de projetos políticos de mulheres passa pelo contexto social, bem como pela criação de condições reais de participação de mulheres no pleito. O mundo mudou e o Brasil também. Precisamos que a representação parlamentar entenda e veja com sensibilidade novos movimentos

Pautas e bandeiras defendidas

- Água é um direito (garantia hídrica);
- Desenvolvimento Sustentável e Preservação Ambiental;
- Todas as cidades verdes;
- Mobilidade Urbana e direito ao uso das cidades;
- Creches públicas e modelos alternativos de cuidados com a primeira infância;
- Geração de Emprego e Renda;
- Garantia de direitos individuais.

Propostas

“O nosso maior desafio é equalizar a promoção do crescimento sustentável, garantindo direitos e justiça social, com a manutenção dos nossos recursos naturais.”

O Distrito Federal cresce em um ritmo acelerado. Segundo dados da Companhia de Planejamento – Codeplan, somos em média 60 mil novos brasilienses por ano (número que corresponde a população de Vicente Pires), dentro os nascidos e os que migram para a capital, e juntos compomos a terceira maior cidade do país, com mais de 3 milhões de habitantes. Aos 58 anos e tombada como patrimônio da humanidade, embora planejada, nossa cidade tem acumulado muitos problemas em decorrência do aumento populacional, crescimento desordenado e desrespeito ao meio ambiente.

Ano após ano, o governo atua para mitigar problemas já ocasionados pelo aumento populacional e crescimento das cidades, mas a falta de planejamento, e por vezes, a pressão de grupos organizados têm nos levado a frequentes deturpações ao Plano Diretor de Ordenamento Territorial e o avanço sobre as áreas de preservação. As históricas gestões não comprometidas com a saúde fiscal da cidade geram escassez de recursos para investimentos em infraestrutura, a precarização dos serviços e a falta de políticas concisas de desenvolvimento econômico que afetam diretamente a geração de emprego e renda. Os problemas em áreas prioritárias como saúde e educação, segurança, mobilidade, cultura e lazer são gritantes. Todos nós somos afetados diretamente pela conduta nociva da descontinuidade de políticas e falta de harmonia entre os interesses de quem tem a caneta na mão e as necessidades da população.

O Estatuto das Cidades, criado pela Lei 10.257 de 10 de Julho de 2001, trata no seu Art. 2° da “garantia do direito a cidades sustentáveis”, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações; e do “Planejamento do desenvolvimento das cidades, da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente”. Será que este dispositivo tem sido amplamente cumprido no DF? Qual o Distrito Federal que queremos para os próximos 20 anos?


- Água, um direito

Uma série de fatores, em conjunto, pode ser responsável pela pior crise hídrica já registrada no DF: as mudanças climáticas e o aquecimento global que afetam diretamente a regime de chuvas na região; o adensamento populacional que o DF sofreu nos últimos 50 anos, resultando em ocupações desordenadas de áreas de preservação; o desmatamento de matas ciliares que seca as nascentes e diminui a capacidade de absorção da água das chuvas e a própria gestão estratégica dos recursos hídricos realizada pelo Governo do Distrito Federal, que não priorizou nos últimos anos investimentos em modernização da rede de distribuição e novas formas de captação e tratamento de águas, uma vez que é sabido que a quantidade disponível é insuficiente para atender a crescente demanda.

O avanço da população sobre as áreas verdes e de proteção ambiental intensificaram a crise, uma vez que se interrompe o ciclo torrencial; a infiltração da água no solo e a recarga dos lençóis. O aumento das edificações e o desmatamento do Cerrado, a retirada da cobertura vegetal nativa, acirram ainda mais o processo de desertificação do solo, em que ele perde a capacidade de infiltração.

Há ainda as alterações no ciclo das chuvas, que foram registradas em menores níveis nos últimos anos, a falta de investimentos em modernização das redes e problemas estruturais que ocasionam em impactos ambientais como assoreamento e contaminação de corpos hídricos, ineficiência na distribuição, dentre outros. Mas e quanto à clareza de responsabilidades? Notamos que elas podem ser objetivadas em três eixos; questões ambientais, gestão e consumo; e que todas estão totalmente interligadas num ciclo de descaso e negligência no DF.

A questão da água é um paradoxo; ao mesmo tempo em que é um direito fundamental garantido na Constituição Federal é um ativo financeiro e um bem e/ou serviço. A gestão política da água é estratégica para garantir crescimento econômico, porém, o acesso a este recurso também é um fator que amplia a injustiça social. No último ano, durante a crise hídrica, a população sofreu as consequências da escassez. Medidas como cortes no fornecimento e sobretaxas nas contas da Caesb afetaram toda as camadas da sociedade, em especial, as que se encontram em mais agravada situação de vulnerabilidade.

Pouco percebemos manifestações propositiva de nossos parlamentares sobre a crise, apenas aquelas que serviram de argumento para criticar a atual gestão do DF. Durante todo o processo, nenhum projeto de lei que tratasse sobre recomposição da mata ciliar – que protege nossos mananciais, otimização da utilização de recursos potáveis e projetos de modernização de toda a rede de distribuição foi apresentado na CLDF. A Frente Parlamentar Ambientalista, em um esforço coletivo de alguns deputados, propôs uma série de discussões sobre o tema; mas a casa não produziu nenhum Projeto de Lei efetivo. O GDF, por sua vez, intensificou a entrega de obras de captação (Bananal e Paranoá), para garantir o abastecimento, mas pouco prosseguiu no caminho de garantir o serviço a médio e longo prazo.

O que beberemos amanhã?

- Cidades Sustentáveis

Somos três milhões de habitantes divididos em 31 regiões administrativas. No final dos anos 90, existiam apenas 19 RA’s. No projeto de implantação do Distrito Federal, já estavam previstas a existência de regiões extras ao plano piloto, porém, no projeto original de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, não houve previsão de urbanização e implantação dessas cidades, elas aparecem como citações sem aprofundamento de estudos.

Com o passar dos anos e o aumento crescente da população, núcleos habitacionais foram sendo implantados, de forma regulares ou irregulares, ao longo de todo o Distrito Federal. É certo que os cidadãos têm necessidades habitacionais e o crescimento de grandes metrópoles, a partir de um centro urbanizado, faz com que parcelas da população, em especial as de baixa renda, sejam empurradas cada vez para regiões mais afastadas.

O Distrito Federal precisa adotar de vez o conceito de cidade sustentável, que é aquela onde a pessoa reside, trabalha, estuda e tem lazer perto de casa. As cidades verdes também são conhecidas como cidades inteligentes, buscam conciliar a melhoria da qualidade de vida por meio da eficiência dos serviços de maneira sustentável.

Precisamos resgatar nossa qualidade de vida, passar mais tempo de qualidade com nossas famílias ou usando este tempo livre para atividades de lazer e diversão. O que precisamos, para definitivamente sermos uma cidade sustentável, é planejamento.

Uma gestão inteligente, consciente e planejada pode fazer sustentáveis todas as cidades do DF. É preciso buscar políticas públicas que se contraponham ao modelo perverso de cidades dormitórios, que força – em um movimento migratório diário, milhares de pessoas a saírem de suas cidades para trabalhar, estudar, consumir e ter acesso aos serviços básicos de saúde no Plano Piloto. Este deslocamento torna-se uma rotina cruel para uma grande parcela da população que perde, diuturnamente, cerca de quatro horas de trajeto. O movimento pendular, que concentra no plano piloto mais de seis vezes a sua população durante os dias úteis/comerciais, é nocivo à população.

O governo precisa, de uma vez por todas, planejar o crescimento da cidade. Existem dados suficientes, por exemplo, na Companhia de Planejamento do Distrito Federal, que nos possibilitam uma visão clara dos motivos que levam as pessoas a saírem de suas casas para centro de Brasília. O desafio é estimular o crescimento de cada região, levando em consideração os anseios profissionais dos jovens, as necessidades de cultura, saúde e lazer e as vocações econômicas e ambientais e os potenciais de cada região administrativa.

- Mobilidade urbana

A questão da sustentabilidade das cidades vai totalmente ao encontro da questão da mobilidade. Não adianta aumentarmos o número de vias na EPTG, por exemplo, se a população toda depende da chegada ao centro da capital. A infraestrutura jamais atenderá a demanda, que é sempre crescente. Precisamos de investimentos em transporte público de qualidade, em metrôs e etc? Sim, precisamos, mas estas soluções nunca suprirão a necessidade real.

As cidades são organismos vivos, mutantes, e as relações das pessoas nestes espaços necessitam ser repensadas e remodeladas, ao passo que a sociedade se transforma e avança. A mobilidade urbana, importante aspecto do uso humano dos centros urbanos, é composta por um mosaico de tipos de transporte, que apenas quando coexistem em harmonia são capazes de garantir o amplo direito ao trânsito pelas cidades. As políticas de mobilidade são importantes ferramentas capazes de gerar, inclusive, justiça social; quando não aplicadas de forma ideal, são responsáveis pelo aumento do abismo social quando excluem o direito ao uso das cidades pelas parcelas mais sensíveis da população.

Os desafios da mobilidade urbana são mais complexos do que apenas construir vias ou saídas para o escape do trânsito. É preciso garantir transporte coletivo de qualidade e em diversos formatos (boa frota de ônibus, linhas de metrô, VLTs e VLPs), oferecer infraestrutura e condições reais para que ciclistas levem e guardem suas bicicletas, garantir que pedestres e ciclistas tenham condições ideais de segurança ao usar as vias, reduzir o número de veículos emissores de CO², desestimular o uso de automóveis de transporte individual e incentivar novas formas compartilhadas do uso dos automóveis pelas cidades. Resumindo, é preciso investir em projetos de planejamento inteligentes e modernos.

Histórico

Brasiliense e apaixonada pela cidade, Rayssa é mãe de duas meninas e encontrou na política uma forma de colaborar com o crescimento sustentável da cidade. “Acredito que o Distrito Federal pode e deve ser melhor. Temos crescido sem planejamento e chegou a hora de pensarmos com clareza qual a cidade que pretendemos ter nos próximos 20 anos. Nossas cidades precisam adotar de vez o conceito de cidades verdes. Precisamos garantir um estado de bem-estar social, as pessoas precisam ter mais qualidade de vida. Nosso principal ativo é a produção intelectual, a força de trabalho e a disposição do brasiliense em ter a capital que amamos em sua melhor forma”, afirma.

Jornalista com atuação nas áreas de Política e Meio Ambiente, Rayssa iniciou a carreira na imprensa local. Atuou no executivo local, sendo responsável pela comunicação institucional e elaboração de publicações referentes à gestão ambiental do DF entre os anos de 2010-2014. É ainda membro da diretoria do IPAM – Instituto Panamericano de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Em 2014, esteve a frente da coordenação de comunicação das campanhas eleitorais partido e, atualmente, assessora a Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara Legislativa.

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